Último curso da trilha. Você não precisa entender de programação para avaliar uma proposta de IA. Precisa de seis perguntas e da disposição de tratar resposta vaga como resposta ruim.
Conduzir uma reunião de avaliação de proposta de IA com seis perguntas próprias, e reconhecer as três respostas que indicam que a proposta ainda não está pronta.
O curso 01 é aberto. Para os cursos 02 a 04, pedimos seis campos. É um cadastro único: feito uma vez, vale para toda a Academy. Não é diagnóstico gratuito nem gera contato comercial automático.
Quem decide não precisa julgar como o sistema foi construído. Precisa julgar três coisas: se existe um problema bem definido, se o resultado pode ser conferido depois e se alguém responde por ele. Isso qualquer pessoa avalia, sem conhecimento técnico.
Quando a reunião vira uma demonstração de recursos, a pergunta se perdeu. Uma frase traz de volta: qual trabalho, exatamente, para de ser feito do jeito atual?
Marcam uma reunião para avaliar uma proposta de IA. Nos primeiros minutos o fornecedor abre a tela e começa a mostrar o que a ferramenta faz. A conversa segue por quarenta minutos e todos saem impressionados.
Na semana seguinte, ninguém consegue responder três coisas: qual trabalho deixaria de ser feito à mão, quanto esse trabalho custa hoje e quem responderia pelo resultado. A decisão é adiada, e tudo se repete com o próximo fornecedor.
1. Qual trabalho muda? Não a área nem o tema: a tarefa concreta que alguém faz hoje.
2. Quanto esse trabalho custa hoje? Em horas por semana, número de pessoas ou valor de contrato. Se ninguém sabe, descobrir isso é a primeira tarefa.
3. De onde vem a informação que o sistema usa? Qual sistema, qual documento, atualizado por quem.
4. O que o sistema pode fazer sozinho? E o que só pode fazer com a aprovação de uma pessoa.
5. Quem responde pelo resultado? Um nome, não uma área.
6. Como vamos saber, em noventa dias, se deu certo? Com um número que a empresa já mede hoje, para comparar depois.
| Pergunta | Resposta boa | Resposta que trava |
|---|---|---|
| Qual trabalho muda | Uma tarefa concreta, com nome | Uma área ou um tema genérico |
| Quanto custa hoje | Horas por semana, número de pessoas ou valor de contrato | “Ainda não levantamos” |
| De onde vem a informação | Um sistema ou documento, atualizado por alguém com nome | “O modelo já sabe” |
| O que faz sozinho | Pode agir sozinho até um limite; acima dele, precisa de aprovação | “Depende do caso” |
| Quem responde | Um nome | Uma área |
| Como saberemos em 90 dias | Um número que a empresa já mede hoje | “O ganho é difícil de medir” |
“Depende do caso.” Quando a resposta é essa para escopo, prazo ou responsabilidade, quer dizer que ninguém delimitou a proposta ainda.
“O ganho é difícil de medir.” Pode até ser verdade. Mas então esse projeto não deveria ser o primeiro da fila, porque ele não vai conseguir se justificar depois.
“A tecnologia resolve isso.” Nenhuma tecnologia resolve falta de responsável, falta de dado ou falta de critério. Essas três coisas precisam existir antes de escolher qualquer ferramenta.
Quanto vai custar por caso quando o volume for dez vezes maior? Quem revisa quando o sistema errar? O que acontece se o fornecedor aumentar o preço ou encerrar o serviço? Onde ficam guardados os dados que o sistema usa?
Não são perguntas para travar o projeto. São as que evitam a surpresa que trava depois, quando a empresa já depende daquilo.
Uma proposta sem problema definido, sem dado disponível ou sem responsável não melhora com mais reuniões. Encerrar cedo preserva orçamento e credibilidade para a próxima proposta, que provavelmente será melhor.
As seis perguntas deste curso são as mesmas de qualquer decisão de investimento, só com nomes mais simples: o que muda, quanto custa hoje, de onde vem a informação, até onde o sistema vai sozinho, quem responde e como vamos conferir.
Se o próximo assunto é decidir onde investir, a Trilha Executiva é a continuação natural. Se você já tem uma oportunidade definida, o Prumo Discovery organiza a decisão: mede a situação atual e apresenta uma recomendação.