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Trilha Fundamentos · Curso 04 de 04

O que perguntar antes de dizer sim a uma proposta de IA

Último curso da trilha. Você não precisa saber programar para avaliar uma proposta. Precisa de seis perguntas e da disposição de aceitar uma resposta vaga como resposta ruim.

Curso 04 de 049 min de leituraRequer cadastroTermina em um instrumento
9 minutos de leitura · Ao final você sabe fazer

Conduzir uma reunião de avaliação de proposta de IA com seis perguntas próprias, e reconhecer as três respostas que indicam que a proposta ainda não está pronta.

Acesso ao curso 04

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O curso 01 é aberto. Para os cursos 02 a 04, pedimos seis campos. É um cadastro único: feito uma vez, vale para toda a Academy. Não é diagnóstico gratuito nem gera contato comercial automático.

A posição certa

Você não está avaliando tecnologia

Quem decide não precisa julgar arquitetura, modelo ou infraestrutura. Precisa julgar se existe um problema definido, se o resultado é verificável e se alguém responde por ele. Isso é avaliável sem base técnica.

Quando a conversa vira demonstração de recurso, a pergunta se perdeu. Traga de volta com uma frase: qual trabalho, exatamente, deixa de ser feito do jeito atual.

6 perguntas
Cabem em uma página e sustentam qualquer avaliação de proposta, sem exigir base técnica de quem decide.
Roteiro deste curso
3 respostas
"Depende do caso", "o ganho é difícil de medir" e "a tecnologia resolve isso" indicam que a proposta não está pronta.
Sinais de alerta
90 dias
Prazo em que a primeira iniciativa precisa provar algo com um número que já existe hoje.
Critério de verificação
Situação recorrente
A proposta que virou demonstração

Uma reunião é marcada para avaliar uma proposta de IA. Nos primeiros minutos, o fornecedor abre a tela e começa a mostrar recursos. A conversa segue por quarenta minutos e todos saem impressionados.

Na semana seguinte, ninguém consegue responder qual trabalho deixaria de ser feito à mão, quanto ele custa hoje e quem responderia pelo resultado. A decisão é adiada, e o ciclo se repete com outro fornecedor.

O que isso ensinaQuando a conversa vira demonstração de recurso, a pergunta se perdeu. Uma frase traz de volta: qual trabalho, exatamente, deixa de ser feito do jeito atual.
As seis perguntas

O roteiro que cabe em uma página

1. Qual trabalho muda. Não a área, não o tema: a atividade concreta.

2. Quanto isso custa hoje. Horas por semana, número de pessoas, valor de contrato. Se ninguém sabe, este é o primeiro trabalho.

3. De onde vem a informação. Qual sistema, qual documento, atualizado por quem.

4. O que o sistema pode fazer sozinho. E o que exige aprovação de uma pessoa.

5. Quem responde pelo resultado. Um nome, não uma área.

6. Como saberemos em noventa dias. Um número que já existe hoje, para comparar depois.

PerguntaResposta boaResposta que trava
Qual trabalho mudaUma atividade concreta, nomeadaUma área ou um tema
Quanto custa hojeHoras por semana, pessoas ou valor de contrato"Ainda não levantamos"
De onde vem a informaçãoSistema ou documento, atualizado por alguém"O modelo já sabe"
O que faz sozinhoAção livre até um limite, resto com aprovação"Depende do caso"
Quem respondeUm nomeUma área
Como saberemos em 90 diasUm número que já existe hoje"O ganho é difícil de medir"
As respostas ruins

Três sinais de que ainda não está pronto

"Depende do caso." Em escopo, prazo ou responsabilidade, isso significa que a proposta não foi delimitada.

"O ganho é difícil de medir." Talvez seja. Mas então o projeto não deveria ser o primeiro da fila, porque não vai conseguir se justificar.

"A tecnologia resolve isso." Nenhuma tecnologia resolve ausência de dono, de dado ou de critério. Essas faltas precedem a escolha técnica.

O custo que não aparece

Perguntas que quase ninguém faz

Quanto custa por caso quando o volume for dez vezes maior. Quem revisa quando o sistema errar. O que acontece se o fornecedor mudar o preço ou encerrar o serviço. Onde ficam os dados que a operação consome.

Não são perguntas para travar o projeto. São as que evitam a surpresa que trava depois, quando já existe dependência.

Quando dizer não

Recusar também é decisão

Uma proposta sem problema definido, sem dado disponível ou sem responsável não fica melhor com mais reunião. Encerrar cedo preserva orçamento e credibilidade para a próxima, que provavelmente será melhor.

Exercício

As seis perguntas em uma proposta real

Aplique o roteiro a uma proposta, ideia ou pedido que esteja na sua mesa. Escreva a resposta que você tem hoje, não a que gostaria de ter.

PerguntaResposta que você tem hoje
Qual trabalho muda
Quanto custa hoje
De onde vem a informação
O que o sistema faz sozinho
Quem responde pelo resultado
Como saberemos em 90 dias

Três ou mais respostas vagas indicam que a decisão ainda não está madura. A lista de brancos é exatamente a pauta da próxima conversa com quem propôs.

Base

De onde vem o argumento

As seis perguntas são as mesmas que sustentam qualquer decisão de investimento: escopo, custo atual, insumo, limite de autonomia, responsável e critério de verificação.

Próximo passo

Para onde ir depois

Se o assunto agora é decidir onde investir, a Trilha Executiva é a sequência natural. Se você já tem uma oportunidade definida, o Prumo Discovery estrutura a decisão com baseline e recomendação.

Ir para a Trilha ExecutivaConhecer o Prumo Discovery